Se pedir arrego é desistir de alguma coisa, estou pedindo arrego das idéias fúteis, dos superficiais e dos exaustivos que consomem nossa energia vital a troco de nada. Da dor, da unha encravada, dos sapatos sem conforto, do tempo chuvoso bem no dia em que você se programou para ir à praia, da acidez da rotina, dos comentários mal interpretados, do desconsolo constante dos desconsolados, daqueles que agem como senão fossem dignos de serem felizes.

Dos que não aceitaram os pedidos de desculpas (porque afinal não aprenderam a perdoar), dos falsos moralistas que insistem em querer aplicar moral em outrem, mas que carecem de moral para eles próprios. Dos que esperam resultados, mas não agem para obtê-los.

Dos amigos incompletos e inconstantes que não se entregam, dos falsos amigos pretensiosos que não riem com o coração e das amizades que deixaram de produzir bons frutos.

Do rotativo do cartão de crédito, daquela roupa nova que eu não preciso, do capitalismo sem limites e das dores de cabeça intermináveis.

Da escassez de gentilezas que sufoca, do autoritarismo que inibe as boas idéias, do plágio que deixa a inovação engessada. Da preguiça que atrapalha os bons resultados e da inveja que limita as pessoas.

Me apego aos sorrisos e abraços sinceros doados, aos beijos sem pressa, as pequenas conquistas diárias, as gargalhadas com os queridos, aos pensamentos sãos, ao barulho da chuva que me embala na hora de dormir, ao sol que me revigora e ao fôlego divino que me mantém viva.

Aos sabores, cheiros e cores, as conversas diárias com meus amores, a verdade, a sabedoria aplicada nas pequenas ações e a possibilidade de reinventar minha história a cada segundo que me é concedido.

Funciona assim:
Comprei uma câmera fotográfica nova, daí vou precisar de uma bolsa protetora  e de uma alça, e assim prospera o mundo capitalista.

No ato da compra, pensamos na necessidade e através de  nossas referências visuais e emocionais, chegamos a uma decisão, às vezes sábias e  outras nem tanto assim. E claro,  por trás daquela câmera, daquela bolsa e daquela alça, houve um querido amigo de profissão (Designer) que pensou num design diferenciado para o produto ganhar vida na prateleira e seduzisse o consumidor no ato da compra. O grande detalhe é que o consumidor pode se arrepender depois ou no ato do descarte, aquele produto tão estimado torna-se um problema de muitos anos. Ele simplesmente não se decompõe na velocidade que foi criado. O plástico por exemplo, leva cerca de 100 anos de acordo com pesquisadores, e mesmo depois de terem desenvolvidos outros tipos de plásticos como os feito de sabugo de milho, a indústria continua a produção em série do velho e durável plástico. Por que?

Boa pergunta, mas se você fosse um produtor de plástico e hoje alguém lhe dissesse que teria de comprar novos equipamentos para produzir um novo tipo de plástico, qual seria sua reação?

NÃO BASTA CONSUMIR, É PRECISO PENSAR EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS – Eis que a moda é falar que devemos ser consumidores sustentáveis. Ótimo! Dou todo meu apoio, porém ao perambular pelas prateleiras do supermercado, sinto a diferença de preço entre um detergente ecologicamente correto e o não sustentável por sua vez mais consumido. Por que? Óbvio, o preço. Comparei o preço de um detergente comum e de um biodegradável. A diferença entre os dois era de aproximadamente R$ 4,00. Bem, para uma pessoa que mora sozinha, utiliza o detergente com moderação e não usa tanto a cozinha, sem problemas, porém pensando em famílias maiores, que utilizam 3 tubos ou mais em um mês, já terá um acréscimo de R$ 12,00 no orçamento. Sem contar nas pequenas diferenças  dos outros produtos ecologicamente corretos.

Agindo de forma sustentável, você irá economizar dinheiro em pensar antes de manter eletroeletrônicos ligados por muito tempo, apagaria a luz com mais frequência e também passaria menos tempo no banho, porém o sabão que você irá lavar suas roupas, custará mais caro.  Ó DÚVIDA – SER OU NÃO SER SUSTENTÁVEL?

Comparando há alguns anos, quando a ONU (ECO-92) e outros órgãos começaram a difundir a importância de consumir de forma consciente e da importância em estudar outras formas de descartes, hoje é muito mais  fácil ser sustentável. Basta estar disposto a gastar um pouco mais em alguns produtos e exercitar a reciclagem e a reutilização. Sim há diferença entre os dois processos:

Reciclagem = Retornar o ciclo, o produto é utilizado volta ao processo de fabricação e volta a ser um produto novo. O  exemplo mais popular é o da latinha de refrigerante.

Reutilização = O produto continua sendo o mesmo, mas ele ganha uma nova função. Exemplo: Panelas sem cabos que viram vasos de plantas.

Precisam sim ficarem mais populares, e do mesmo jeito que alguns anos atrás a mídia encheu nossas cabeças de que era preciso usar o cinto de segurança ao dirigir, as pessoas só irão se conscientizar se houver uma ação semelhante quanto a preservação dos recursos naturais existentes. Campanhas de incentivo também dariam certo, como as de leve sua Ecobag e ganhe descontos por não utilizar a sacola plástica toxicamente desenvolvida oferecida pelo mercado (uma vez que o tecido se decompõe muito mais rápido que o plástico, é uma troca muito interessante) .

Mudar hábitos é um exercício em qualquer setor. Um final de semana desses fiquei maravilhada com uma casa feita com Ecotop que vi no litoral de SP. Quem diria que caixas Tetrapak poderia edificar uma casa? Pensar sustentável é ser criativo. Buscar soluções práticas e não agressivas no meio ambiente. – FICA A DICA

 

"Criatividade do meu tio" - Disse a moradora da casa

 

 

 

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
Faca Parte do EcoD

 

janeiro 2012
D S T Q Q S S
« mai    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  

PRÊMIO TOPBLOG 2011

PRÊMIO TOPBLOG 2010

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.