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Preenchendo um questionário para uma vaga de designer, eis que surge a pergunta, como você define design?
Pensei em tantas respostas, passaram por minha mente tantas aulas, tantos workshops que participei inclusive um em 2006 com umas francesas Marine Peyre que desenvolvia luminárias com silicone e LN Boul, que desenvolvia utilitários e peças conceituais, inclusive colares com macarrão. Lembro até de ter ido ao Brás com elas e outros participantes do workshop em busca de EVA, zíperes e outros apetrechos, esta é a parte lúdica do design. (O EVA foi furado e colocado em “bastões” de alumínio e foram parar em uma exposição aqui em São Paulo.) Foi uma boa experiência!
Recordei de algumas aulas com professores falando sobre o assunto. Engraçado pensar no que é design.
Design deveria estar em todo lugar, mas não está. Há muita programação visual pouco estudada, cadeiras e poltronas que embelezam, mas com falhas ergonômicas que causam dores em seus usuários. Assunto complexo!
Enfim, precisava responder. De forma simplificada justifiquei:
Design proporciona conforto, elegância e agrega valores aos produtos. Também melhora a comunicação e agrega bom senso nos trabalhos gráficos.
Pronto!
Depois de quase uma hora e meia de teste, questionário e entrevista, fiquei sabendo o salário… Que vontade de chorar!
É meu bem, estamos no Brasil!
O bom design ainda é caro e a mão de obra bem barata.
Por fim, agradeci a proposta e decidir esperar por outra.

Exposição que aconteceu na Galeria/Livraria Pop em São Paulo (Fonte: http://os00.info/html/news.php?id=)
Esses dias tenho andado no ócio e lendo bastante. Não lembro mais onde li esta frase do Hitchcock, mas fiquei pensando nela.
O que será que o ‘mestre’ dos filmes de suspense quis dizer realmente? Quando há barulho, não há terror? Ou que, o que amedronta, não faz barulho?
Bem, provavelmente deve ter alguma explicação ligada ao mercado cinematográfico.
De certa forma eu concordo, existem coisas que chegam de forma silenciosa e é um terror. Quando você recebe a notícia que foi demitido por exemplo….geralmente seu gerente até estava te tratando melhor naquela semana…só voce não havia percebido o rumo que sua vida profissional iria tomar. A notícia veio sem barulho, nada de ruído, mas foi terriiiiível!!!! Houve lamentações logo em seguida, eis o estrondo.
Outro exemplo, para quem conhece São Paulo, terror é andar na Marginal Pinheiros as 18h30 e ver aquele majestoso Shopping Cidade Jardim com suas torres residenciais, palmeiras, piscina olímpica de um lado, uma ponte imponente (ou melhor uma Obra de Arte conforme denominada pelos arquitetos) do outro e em seguida, a comunidade do Real Parque ao lado do shopping. E claro não podemos nos esquecer da cor e do cheiro do rio, um verdadeiro terror.
Fiz uma sucinta lista do que aterroriza muita gente:
- o terror atual, a Swine Flu (Gripe Suína maldita)….quanto barulho este assunto causa;
- outro terror mais atual que a gripe, esperar praticamente dois meses para que Michael Jackson seja enterrado;
- um cara chato quando pega no seu pé;
- o trânsito da cidade de São Paulo;
- o resmungo constante de alguém;
- ficar em casa as tardes de domingo vendo TV;
- o despertador numa manhã fria de segunda-feira;
Tudo isso faz barulho e aterroriza!
Só em pensar que existe gente nesse mundo acreditando que a maneira correta de se ter dignidade é ficando rico, pode-se concluir que muita coisa causa terror, com ou sem estrondo.
Enfim, meu propósito não é de desanimar ninguém, mas para refletir. Que geração é essa? Cheia de terrores e anseios. Busca constante de soluções e repleta de ações inacabadas… e ainda Edvard Munch que lá em 1893 já pensava que era hora de ficar angustiado e gritar!





