crônicas, arte, devaneios e outras histórias

Tristeza

Tristeza é saber que quem você amava está morto.

Saber que beber com as amigas é maravilhoso, mas depois fica frio e vazio. Saber que pessoas dizem ser suas “melhores” amigas mas são apenas mais alguns interesseiros, atrapalhando seu caminho e consumindo sua energia e você fica aí exaurido e se sentindo um idiota por ter acreditado naquela pessoa.

Tristeza….é  tomar antidepressivo e continuar com a sensação de incompleto. É assistir um filme triste, numa noite triste. É não se encontrar nem ser encontrado. É não saber pedir ajuda, pois não sabe direito qual o seu problema.

Ouvir a mesma canção várias vezes porque se identificou e tem medo de sair desta condição. É ter tido um dia de cão e cruzar com um colega  durante a volta para casa e se obrigar a ser simpático porque mais difícil que ser simpático, é dividir seu fardo com quem não merece.

Ter uma unha encravada.

É a insônia em uma noite chuvosa. É desejar levantar da cama para aprecia-la na pele e desejar que ela nunca mais acabe, afinal os dias com chuva supervalorizam seus sentimentos sombrios e cinzentos.

É saber porque uma amiga está triste e simplesmente não saber quais palavras usar para ajudá-la.

É lembrar que hoje já é segunda-feira e que você ainda não foi dormir.

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Nunca tinha parado para pensar sobre a famosa questão balzaquiana mesmo depois de ter completado 30. Não tenho problema em falar sobre idade e o único grande problema que percebo no meu corpo, é a “fuga do colágeno”….a pele já não é mais a mesma, mas fazer o quê?  Não se pode ter tudo não é?

Porém,  ontem vivenciei um momento balzaquiano e cheguei a uma nova conclusão sobre o assunto.

Encontrei um velho amigo. Sabe aquele bonitinho que as meninas enlouqueciam por conta dele e que nunca te deu bola? Só te procurava para pedir favores e você por pura ingenuidade e até mesmo um pouco de falta de inteligência,  fazia esses favores a troco de nada? Pois é, já não é mais o mesmo. O abdomen, a pele, os cabelos, o vigor, tudo o que chamava nele, parece que perdeu-se no decorrer do tempo, mas até aí, tudo bem, afinal somos maduros agora, vamos conversar e relembrar velhos tempos sem qualquer tipo de cobrança ou ressentimento.

E a conversa flui, soltamos algumas gargalhadas por conta de algumas lembranças e daí chega a parte triste. O mocinho abre o coração e conta tudo o que aconteceu de trágico nos últimos anos, um verdadeiro pedido de atenção e arrego e você se vê sem muito a dizer a não ser: “Puxa vida, é mesmo? Mas você vai superar”… Por fim, ao final de toda essa história triste vinculada a decepções amorosas e filhos bastardos,  ele pede seu telefone e diz quão maravilhado está em ter te encontrado, que você está melhor que nunca…

É, atingir os 30 atrai homens que agiram de forma imatura a vida toda e buscam uma nova oportunidade de errar com você. Chega ser engraçado saber que qualidades que sempre estiveram presentes em sua personalidade, só puderam ser vistas depois de uma derrocada, uma ruína. Só sei de uma coisa, espero mesmo que ele supere esta fase Balzaquiana e encontre seu verdadeiro amor nos braços de alguém que esteja disposta a carregar todo esse fardo com ele e assim, quem sabe ele tenha um final feliz como ao do livro do Balzac, consigo enxergar até uma nova probabilidade, lançar um novo livro e o tema será:  O Homem de Trinta Anos .

É evidente….estamos no final de fevereiro….

Depois dessas longas férias que tirei do blog, resolvi iniciar o ano dele vivendo este momento, mais conhecido como “ecochato”.

Quem mora na cidade de São Paulo, desde o final do mês de janeiro de 2012, está  aprendendo a criar novos hábitos, o de levar sua própria sacola ao supermercado.

Confesso que achei estranho ir até o mercado levando uma porção de sacolas, já que até então, levava umas três, colocava uma parte das compras nas caixas de papelão fornecidas pelo supermercado e o que faltava, usava as sacolinhas plásticas fornecidas pela loja mesmo, fora as outras vezes que esquecia de levar qualquer tipo de sacola.

Pois é, ser sustentável é ser reeducado. Um dia desses fui a uma livraria e li na sacola “plástico oxi-biodegradável”, daí pensei, será que faz diferença mesmo? Ouvi dizer que em 18 meses ele se decompõe, mas não sei se é verdade. Enterrei a sacola em um vaso. Se até lá minha mãe não tiver encontrado e jogado fora,  digo aqui depois se realmente ela se decompõe em 18 meses.

É até romântico entrar na loja de celular, ver um display para descarte de baterias e aparelhos, ir ao supermercado e poder descartar o óleo, as pilhas usadas em contra partida, a sustentabilidade  é pregada, o capitalismo continua no topo, até as crianças parecem já nascerem consumistas.  Será mesmo que mudaremos nossos hábitos? Será que esta mudança trará bons impactos  para o planeta?

Enquanto a resposta não vem,  vou compartilhando alguns links  interessantes:

Ciclo Vivo, dicas sobre reutilização e reciclagem –  http://www.ciclovivo.com.br/index.php

Vendas de ecobags criativas da @ecoolbags  do colega de facul @andrehoff   –  http://www.elo7.com.br/ecoolbags/

Cempre que recicla baterias descartadas a nível empresarial e outros –   http://www.cempre.org.br/index.php

Para descarte de produtos eletrônicos e outros, e-lixo –  http://www.e-lixo.org/

A  Greenvana (já bem conhecida) loja virtual de produtos sustentáveis –  http://www.greenvana.com/

Arrego


Se pedir arrego é desistir de alguma coisa, estou pedindo arrego das idéias fúteis, dos superficiais e dos exaustivos que consomem nossa energia vital a troco de nada. Da dor, da unha encravada, dos sapatos sem conforto, do tempo chuvoso bem no dia em que você se programou para ir à praia, da acidez da rotina, dos comentários mal interpretados, do desconsolo constante dos desconsolados, daqueles que agem como senão fossem dignos de serem felizes.

Dos que não aceitaram os pedidos de desculpas (porque afinal não aprenderam a perdoar), dos falsos moralistas que insistem em querer aplicar moral em outrem, mas que carecem de moral para eles próprios. Dos que esperam resultados, mas não agem para obtê-los.

Dos amigos incompletos e inconstantes que não se entregam, dos falsos amigos pretensiosos que não riem com o coração e das amizades que deixaram de produzir bons frutos.

Do rotativo do cartão de crédito, daquela roupa nova que eu não preciso, do capitalismo sem limites e das dores de cabeça intermináveis.

Da escassez de gentilezas que sufoca, do autoritarismo que inibe as boas idéias, do plágio que deixa a inovação engessada. Da preguiça que atrapalha os bons resultados e da inveja que limita as pessoas.

Me apego aos sorrisos e abraços sinceros doados, aos beijos sem pressa, as pequenas conquistas diárias, as gargalhadas com os queridos, aos pensamentos sãos, ao barulho da chuva que me embala na hora de dormir, ao sol que me revigora e ao fôlego divino que me mantém viva.

Aos sabores, cheiros e cores, as conversas diárias com meus amores, a verdade, a sabedoria aplicada nas pequenas ações e a possibilidade de reinventar minha história a cada segundo que me é concedido.

Funciona assim:
Comprei uma câmera fotográfica nova, daí vou precisar de uma bolsa protetora  e de uma alça, e assim prospera o mundo capitalista.

No ato da compra, pensamos na necessidade e através de  nossas referências visuais e emocionais, chegamos a uma decisão, às vezes sábias e  outras nem tanto assim. E claro,  por trás daquela câmera, daquela bolsa e daquela alça, houve um querido amigo de profissão (Designer) que pensou num design diferenciado para o produto ganhar vida na prateleira e seduzisse o consumidor no ato da compra. O grande detalhe é que o consumidor pode se arrepender depois ou no ato do descarte, aquele produto tão estimado torna-se um problema de muitos anos. Ele simplesmente não se decompõe na velocidade que foi criado. O plástico por exemplo, leva cerca de 100 anos de acordo com pesquisadores, e mesmo depois de terem desenvolvidos outros tipos de plásticos como os feito de sabugo de milho, a indústria continua a produção em série do velho e durável plástico. Por que?

Boa pergunta, mas se você fosse um produtor de plástico e hoje alguém lhe dissesse que teria de comprar novos equipamentos para produzir um novo tipo de plástico, qual seria sua reação?

NÃO BASTA CONSUMIR, É PRECISO PENSAR EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS – Eis que a moda é falar que devemos ser consumidores sustentáveis. Ótimo! Dou todo meu apoio, porém ao perambular pelas prateleiras do supermercado, sinto a diferença de preço entre um detergente ecologicamente correto e o não sustentável por sua vez mais consumido. Por que? Óbvio, o preço. Comparei o preço de um detergente comum e de um biodegradável. A diferença entre os dois era de aproximadamente R$ 4,00. Bem, para uma pessoa que mora sozinha, utiliza o detergente com moderação e não usa tanto a cozinha, sem problemas, porém pensando em famílias maiores, que utilizam 3 tubos ou mais em um mês, já terá um acréscimo de R$ 12,00 no orçamento. Sem contar nas pequenas diferenças  dos outros produtos ecologicamente corretos.

Agindo de forma sustentável, você irá economizar dinheiro em pensar antes de manter eletroeletrônicos ligados por muito tempo, apagaria a luz com mais frequência e também passaria menos tempo no banho, porém o sabão que você irá lavar suas roupas, custará mais caro.  Ó DÚVIDA – SER OU NÃO SER SUSTENTÁVEL?

Comparando há alguns anos, quando a ONU (ECO-92) e outros órgãos começaram a difundir a importância de consumir de forma consciente e da importância em estudar outras formas de descartes, hoje é muito mais  fácil ser sustentável. Basta estar disposto a gastar um pouco mais em alguns produtos e exercitar a reciclagem e a reutilização. Sim há diferença entre os dois processos:

Reciclagem = Retornar o ciclo, o produto é utilizado volta ao processo de fabricação e volta a ser um produto novo. O  exemplo mais popular é o da latinha de refrigerante.

Reutilização = O produto continua sendo o mesmo, mas ele ganha uma nova função. Exemplo: Panelas sem cabos que viram vasos de plantas.

Precisam sim ficarem mais populares, e do mesmo jeito que alguns anos atrás a mídia encheu nossas cabeças de que era preciso usar o cinto de segurança ao dirigir, as pessoas só irão se conscientizar se houver uma ação semelhante quanto a preservação dos recursos naturais existentes. Campanhas de incentivo também dariam certo, como as de leve sua Ecobag e ganhe descontos por não utilizar a sacola plástica toxicamente desenvolvida oferecida pelo mercado (uma vez que o tecido se decompõe muito mais rápido que o plástico, é uma troca muito interessante) .

Mudar hábitos é um exercício em qualquer setor. Um final de semana desses fiquei maravilhada com uma casa feita com Ecotop que vi no litoral de SP. Quem diria que caixas Tetrapak poderia edificar uma casa? Pensar sustentável é ser criativo. Buscar soluções práticas e não agressivas no meio ambiente. – FICA A DICA

 

"Criatividade do meu tio" - Disse a moradora da casa

 

 

 

Em meio a encantos e desencantos, me peguei esta tarde conversando com uma amiga falando sobre os instintos humanos.

Concluímos que nascemos com o sexo errado, uma vez que as duas sentem uma certa  satisfação na conquista. Em contrapartida, me compadeci com uma outra amiga cujo o romance não deu certo.

Enquanto tudo parece ser confuso é engraçado também. É querer demais desejar e ser desejado ao mesmo tempo?

Está cada vez mais difícil ler as pessoas. Assim como uma cantada pode significar tudo, outras várias cantadas proveniente de uma mesma pessoa, pode não significar nada. Cantou porque naquele dia te achou bonita(o), ou naquele dia  estava carente, queria satisfazer o ego ou  porque só te queria naquele dia.

A natureza feminina é bem diferente da masculina – FATO.  Mulheres são bem mais sonhadoras – salvo algumas exceções – mas são muito mais corajosas em dizer o que sentem e segundo o Augusto Sabóia, são  mais realizadoras uma vez que estão muito mais interessadas  nos assuntos financeiros – claro que tenho que defender minha espécie.

Enquanto ele pensa em sexo apenas,  ela pensa se ele  será seu próximo namorado.

Mas se ela muda o comportamento e age como um homem, muitas vezes ele perde o encanto que tinha por ela.  Coisa esquisita não?

Este tema não é um dos meus preferidos, não sou nenhuma especialista no assunto e nem pretendo ser, mas  em contrapartida, há dias que todo mundo fala disso a todo instante. Hoje meu dia foi assim! Parecia que na minha mesa estava escrito terapeuta do amor…é..não foi um dia muito fácil.

Sei que enquanto umas andam procurando o príncipe e encontrando somente os sapos, outros seguem procurando realizar suas fantasias com estas mulheres sem nenhum compromisso.

 

Enquanto isso, eu  continuo aqui entre um projeto e outro, entre devaneios e amores,  observando as pessoas e seguindo com a vida.

P.S.: Feliz dia do designer — 05 de novembro

Numa tarde de ócio no trabalho, procurei algo p/ fazer.

Se fosse há uns 20 anos atrás, acho que  iria trocar a fita da máquina de datilografar,  arrumar  arquivos em armários gigantes e caixas fedorentas, mas como vivemos na era digital, organizei meu PC.

Feito isto,  fui organizar minha conta e-mail particular.

Vi que tinha quase 2000 e-mails ( isso pq apago vários toda semana) Revi alguns, separei  os importantes e apaguei muitos.

Descobri que faço cadastro de algumas redes que depois nem lembro que existe. Estava cadastrada naall about pets. Sim gosto de animais, é um site interessante,  me cadastrei por  curiosidade acho, mas sei que não vou acompanhá-lo com frequência.

Dentre outras,  haviam convites p/ Linkedin, TEDx Vila Madá, Sonico, CasaPro, My Space, Hi5, Bebo, Livemocha, Google Wave….e dai tem as dos grupos de compras: Brandsclud, Agrupe, Peixe Urbano, Oferta Única e assim vai.

Pensei que sufocante tudo isso! …se aceito todos os convites, vou viver para a internet … #living on the net

Lembro que quando comecei a usar a net com mais frequencia, existia um buscador popular, algumas redes sociais como ICQ e seu concorrente o Odigo ICQ voltou, mas ninguem fala nele e o Odigo, não existe mais.

O pessoal do  colégio só falava nisso,  até o nro. de acesso do ICQ  (  uns 8..9..dígitos) todo mundo tinha o seu decorado, uma espécie de RG virtual….tínhamos e-mail,  mas usávamos pouco com coisas úteis, logo, mandávamos correntes.

Correntes  servem  para duas coisas na minha opinião:

1 perder tempo –  creio que 90% das histórias são mentiras e que quase todo mundo que foi encaminhado tb já havia recebido aquela corrente

2  encher sua caixa de e-mail e dar uma ‘falsa’ sensação que você anda requisitada(o) e recebendo muitos e-mails

Sem falar nas apresentações de powerpoint..#trash

Enfim, aprendi a usar a net com coisas úteis e fúteis. Ocilo entre o bom e o mau.

Bom: Leio jornais e revistas do Brasil e exterior, encontro serviços, vejo resultado de exames, lojas on-line  e as vezes conheço pessoas interessantíssimas em redes sociais ou me aproximo mais de quem está morando loooonge.

Mau: Escrevo num blog por exemplo….(hahaha), vejo fotos de estranhos no facebook o que não me acrescenta muita coisa e quando estou triste, fico vendo videoblogs no youtube, ou curtas no vimeo.

A  inclusão digital é um processo interessante.  Tenho um amigo que acha ela maldita,  que atrapalha  o andamento bom da internet.  Não sou tão radical, mas é interessante ver que, quem começou a usar a net com frequencia  há 10 anos atrás..(ou um pouco mais) teve os mesmos hábitos daqueles que começaram a explorar a internet  a pouco tempo. Pede o MSN de todo mundo,  add todo mundo mesmo se não tiver o que falar com ele, depois é a febre das correntes e o pior…as mesmas correntes de 10 anos atrás e claro, criam uma conta na rede social mais popular que tiver* sabe lá porque.

Excesso de informação estressa, por isso não costumo seguir muitas redes sociais.  Fico desejando mantê-las todas ativas, com informações periódicas, mas acho dificil. Uma pela questão de tempo e outra porque as pessoas andam insaciáveis e julgadoras demais na internet.

Um exemplo: É incrivel notar quanto tempo as pessoas gastam criticando vídeos no youtube.

Enfim….a internet tem ocupado a vida das pessoas como nunca. Pessoas bem instruídas ou não estão conectadas, fazendo compras, investindo na bolsa, ou apenas tentando espantar a solidão.

Será um remédio ou um veneno? Não sei. Sei que mesmo com ela existem coisas que não dá p/ abrir mão:  Amigos reais para tomar uma breja num bar qualquer.

→ * …na época  em que o orkut foi criado, houveram pessoas que pagaram dinheiro p/ receber um convite e entrar na comunidade (chega ser engraçado), hoje o pessoal parece estar ‘pagando’ para sair porque houve um ‘friendsboom‘ no facebook.