crônicas, arte, devaneios e outras histórias

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Nunca tinha parado para pensar sobre a famosa questão balzaquiana mesmo depois de ter completado 30. Não tenho problema em falar sobre idade e o único grande problema que percebo no meu corpo, é a “fuga do colágeno”….a pele já não é mais a mesma, mas fazer o quê?  Não se pode ter tudo não é?

Porém,  ontem vivenciei um momento balzaquiano e cheguei a uma nova conclusão sobre o assunto.

Encontrei um velho amigo. Sabe aquele bonitinho que as meninas enlouqueciam por conta dele e que nunca te deu bola? Só te procurava para pedir favores e você por pura ingenuidade e até mesmo um pouco de falta de inteligência,  fazia esses favores a troco de nada? Pois é, já não é mais o mesmo. O abdomen, a pele, os cabelos, o vigor, tudo o que chamava nele, parece que perdeu-se no decorrer do tempo, mas até aí, tudo bem, afinal somos maduros agora, vamos conversar e relembrar velhos tempos sem qualquer tipo de cobrança ou ressentimento.

E a conversa flui, soltamos algumas gargalhadas por conta de algumas lembranças e daí chega a parte triste. O mocinho abre o coração e conta tudo o que aconteceu de trágico nos últimos anos, um verdadeiro pedido de atenção e arrego e você se vê sem muito a dizer a não ser: “Puxa vida, é mesmo? Mas você vai superar”… Por fim, ao final de toda essa história triste vinculada a decepções amorosas e filhos bastardos,  ele pede seu telefone e diz quão maravilhado está em ter te encontrado, que você está melhor que nunca…

É, atingir os 30 atrai homens que agiram de forma imatura a vida toda e buscam uma nova oportunidade de errar com você. Chega ser engraçado saber que qualidades que sempre estiveram presentes em sua personalidade, só puderam ser vistas depois de uma derrocada, uma ruína. Só sei de uma coisa, espero mesmo que ele supere esta fase Balzaquiana e encontre seu verdadeiro amor nos braços de alguém que esteja disposta a carregar todo esse fardo com ele e assim, quem sabe ele tenha um final feliz como ao do livro do Balzac, consigo enxergar até uma nova probabilidade, lançar um novo livro e o tema será:  O Homem de Trinta Anos .

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Comentários em: "Um pouco de chá e Balzac" (3)

  1. Vanessa disse:

    Reeee sensacional!!! hahahahhahaa como sempre mandando super bem no seu post
    Apesar de nao ser muito distante da realidade.
    Bom eu sofri sim com a crise dos 30 e vc sabe bem disso! acompanhou a saga!
    ao mesmo tempo que me sentia madura o suficiente pra tocar um dane-se todos, me via satisfeita financeiramente e familiarmente porem nao sentimentalmente
    Mas é biblico né? o amor de muitos acabaria e isso justifica muitas coisas entre elas o problema do seu amigo!

    Beijos

    • Que bom que gostou Van, obrigada! É amiga, não são só as mulheres que sofrem…rs e o interessante é que no livro do Balzac, ele não vê a mulher de 30 como coitadinha, esta visão perjorativa veio no decorrer da história, e a sociedade por ser mais machista, acaba que fazendo com que as mulheres enlouqueçam à toa, como vc disse, várias questões na nossa vida já foram resolvidas e conversando com este mocinho, percebi que a vida dele anda um ninho de mafagafo, por ter tomado decisões por impulso, magoado pessoas e se magoado, enfim….o amor esfriou! Beijos!

  2. Show!!!
    Paabéns Regiane!!
    Não tem preço ver aqueles garotos que só vinham a mim por interesse…. hoje um bando de gordo, careca…. ficar me admirando quando vou na casa da minha mãe!!!! Há o tempo…. amigo e inimigo….

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