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Sustentabilidade num mundo capitalista

Funciona assim:
Comprei uma câmera fotográfica nova, daí vou precisar de uma bolsa protetora  e de uma alça, e assim prospera o mundo capitalista.

No ato da compra, pensamos na necessidade e através de  nossas referências visuais e emocionais, chegamos a uma decisão, às vezes sábias e  outras nem tanto assim. E claro,  por trás daquela câmera, daquela bolsa e daquela alça, houve um querido amigo de profissão (Designer) que pensou num design diferenciado para o produto ganhar vida na prateleira e seduzisse o consumidor no ato da compra. O grande detalhe é que o consumidor pode se arrepender depois ou no ato do descarte, aquele produto tão estimado torna-se um problema de muitos anos. Ele simplesmente não se decompõe na velocidade que foi criado. O plástico por exemplo, leva cerca de 100 anos de acordo com pesquisadores, e mesmo depois de terem desenvolvidos outros tipos de plásticos como os feito de sabugo de milho, a indústria continua a produção em série do velho e durável plástico. Por que?

Boa pergunta, mas se você fosse um produtor de plástico e hoje alguém lhe dissesse que teria de comprar novos equipamentos para produzir um novo tipo de plástico, qual seria sua reação?

NÃO BASTA CONSUMIR, É PRECISO PENSAR EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS – Eis que a moda é falar que devemos ser consumidores sustentáveis. Ótimo! Dou todo meu apoio, porém ao perambular pelas prateleiras do supermercado, sinto a diferença de preço entre um detergente ecologicamente correto e o não sustentável por sua vez mais consumido. Por que? Óbvio, o preço. Comparei o preço de um detergente comum e de um biodegradável. A diferença entre os dois era de aproximadamente R$ 4,00. Bem, para uma pessoa que mora sozinha, utiliza o detergente com moderação e não usa tanto a cozinha, sem problemas, porém pensando em famílias maiores, que utilizam 3 tubos ou mais em um mês, já terá um acréscimo de R$ 12,00 no orçamento. Sem contar nas pequenas diferenças  dos outros produtos ecologicamente corretos.

Agindo de forma sustentável, você irá economizar dinheiro em pensar antes de manter eletroeletrônicos ligados por muito tempo, apagaria a luz com mais frequência e também passaria menos tempo no banho, porém o sabão que você irá lavar suas roupas, custará mais caro.  Ó DÚVIDA – SER OU NÃO SER SUSTENTÁVEL?

Comparando há alguns anos, quando a ONU (ECO-92) e outros órgãos começaram a difundir a importância de consumir de forma consciente e da importância em estudar outras formas de descartes, hoje é muito mais  fácil ser sustentável. Basta estar disposto a gastar um pouco mais em alguns produtos e exercitar a reciclagem e a reutilização. Sim há diferença entre os dois processos:

Reciclagem = Retornar o ciclo, o produto é utilizado volta ao processo de fabricação e volta a ser um produto novo. O  exemplo mais popular é o da latinha de refrigerante.

Reutilização = O produto continua sendo o mesmo, mas ele ganha uma nova função. Exemplo: Panelas sem cabos que viram vasos de plantas.

Precisam sim ficarem mais populares, e do mesmo jeito que alguns anos atrás a mídia encheu nossas cabeças de que era preciso usar o cinto de segurança ao dirigir, as pessoas só irão se conscientizar se houver uma ação semelhante quanto a preservação dos recursos naturais existentes. Campanhas de incentivo também dariam certo, como as de leve sua Ecobag e ganhe descontos por não utilizar a sacola plástica toxicamente desenvolvida oferecida pelo mercado (uma vez que o tecido se decompõe muito mais rápido que o plástico, é uma troca muito interessante) .

Mudar hábitos é um exercício em qualquer setor. Um final de semana desses fiquei maravilhada com uma casa feita com Ecotop que vi no litoral de SP. Quem diria que caixas Tetrapak poderia edificar uma casa? Pensar sustentável é ser criativo. Buscar soluções práticas e não agressivas no meio ambiente. – FICA A DICA

 

"Criatividade do meu tio" - Disse a moradora da casa

 

 

 

Encantos e desencantos

Em meio a encantos e desencantos, me peguei esta tarde conversando com uma amiga falando sobre os instintos humanos.

Concluímos que nascemos com o sexo errado, uma vez que as duas sentem uma certa  satisfação na conquista. Em contrapartida, me compadeci com uma outra amiga cujo o romance não deu certo.

Enquanto tudo parece ser confuso é engraçado também. É querer demais desejar e ser desejado ao mesmo tempo?

Está cada vez mais difícil ler as pessoas. Assim como uma cantada pode significar tudo, outras várias cantadas proveniente de uma mesma pessoa, pode não significar nada. Cantou porque naquele dia te achou bonita(o), ou naquele dia  estava carente, queria satisfazer o ego ou  porque só te queria naquele dia.

A natureza feminina é bem diferente da masculina – FATO.  Mulheres são bem mais sonhadoras – salvo algumas exceções – mas são muito mais corajosas em dizer o que sentem e segundo o Augusto Sabóia, são  mais realizadoras uma vez que estão muito mais interessadas  nos assuntos financeiros – claro que tenho que defender minha espécie.

Enquanto ele pensa em sexo apenas,  ela pensa se ele  será seu próximo namorado.

Mas se ela muda o comportamento e age como um homem, muitas vezes ele perde o encanto que tinha por ela.  Coisa esquisita não?

Este tema não é um dos meus preferidos, não sou nenhuma especialista no assunto e nem pretendo ser, mas  em contrapartida, há dias que todo mundo fala disso a todo instante. Hoje meu dia foi assim! Parecia que na minha mesa estava escrito terapeuta do amor…é..não foi um dia muito fácil.

Sei que enquanto umas andam procurando o príncipe e encontrando somente os sapos, outros seguem procurando realizar suas fantasias com estas mulheres sem nenhum compromisso.

 

Enquanto isso, eu  continuo aqui entre um projeto e outro, entre devaneios e amores,  observando as pessoas e seguindo com a vida.

P.S.: Feliz dia do designer — 05 de novembro

…e o design?

Preenchendo um questionário para uma vaga de designer,  eis que surge a pergunta, como você define design?

Pensei em tantas respostas, passaram por minha mente tantas aulas, tantos workshops que participei inclusive um em 2006 com umas francesas Marine Peyre que desenvolvia luminárias com silicone e LN Boul, que desenvolvia utilitários e peças conceituais, inclusive  colares com macarrão. Lembro  até de ter ido ao Brás com elas e outros participantes do workshop em busca de EVA,  zíperes e outros apetrechos, esta é a parte lúdica do design. (O EVA foi furado e colocado em “bastões” de alumínio e foram parar em uma exposição aqui em São Paulo.) Foi uma boa experiência!

Recordei de algumas aulas com professores falando sobre o assunto. Engraçado pensar no que é design.

Design deveria estar em todo lugar, mas não está. Há muita programação visual pouco estudada, cadeiras e poltronas que embelezam, mas com falhas ergonômicas que causam dores em seus usuários. Assunto complexo!

Enfim, precisava responder.  De forma simplificada justifiquei:

Design  proporciona conforto, elegância e agrega valores aos produtos. Também melhora a comunicação e agrega bom senso nos trabalhos gráficos.

Pronto!

Depois de quase uma hora e meia  de teste, questionário e entrevista, fiquei sabendo o salário… Que vontade de chorar!

É meu bem, estamos no Brasil!

O bom design ainda é caro e a mão de obra bem barata.

Por fim, agradeci a proposta e decidir esperar  por outra.

Convite a exposição que aconteceu na Galeria/Livraria Pop em São Paulo  Fonte: http://os00.info/html/news.php?id=

Exposição que aconteceu na Galeria/Livraria Pop em São Paulo (Fonte: http://os00.info/html/news.php?id=)